Imigrar para os Estados Unidos

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Maura Celia
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Parte 2
Ola amigos do Imigrar, depois de um longo periodo estou aqui novamente para continuar minha historia.

Como falei anteriormente fui para os EUA em excelentes condicoes, a empresa de meu marido pagando todas as nossas despesas, foi realmente muita sorte nossa.

Tivemos, como quase todo mundo problemas e preocupacoes com nossos vistos, ate que a imigracao resolveu abrir uma excessao, pagar mil dollares e ter maior agilidade na analise das documentacoes, assim em um mes apos o pagamento de 2 mil dollares + despesas com advogados tivemos nossa autorizacao de permanencia no pais prolongada ate dezembro/2003. Depois de 6 longos meses conseguimos esta bendita autorizacao.
Meu esposo continuou trabalhando feito louco na empresa, enquanto eu passei a estudar ingles com uma professora particular 3 vezes por semana 2 horas por aula. Tentei me empenhar ao maximo, queria realmente falar perfeitamente essa lingua, apesar de ter estudado mais de 4 anos no Brasil, quando cheguei aqui percebi que nao sabia o minimo para entender a TV o radio e ate mesmo manter um dialogo. Estava estudando muito, fazendo muito esporte e tambem fui ser voluntaria em um lar para idosos, foi uma experiencia maravilhosa e tambem ajudava em meu ingles, pois estava aprendendo rapido, mas nao tinha com quem conversar no meu dia/dia, somente com meu marido, que nao fala portugues, mas ele quase nunca estava em casa. Com o tempo percebi que somente conversar com os velhinhos tambem nao era suficiente, pois falavamos sempre as mesmas coisas, eles nunca se lembram e sempre contam as mesmas historias.Entao conversando com minha professora e amiga ela se propos a apresentar-me a um amigo que tinha lojas no shopping, a ideia de trabalhar um ou dois dias, somente duas ou quatro horas, seria apenas para que eu ouvisse, as pessoas conversando e tambem pudesse falar mais, desenvolver mais minha conversacao, foi otima essa ideia, o amigo dela gostou de mim instantaneamente e propos me pagar U$8,00/hora, para mim estava maravilhoso, porque para mim, estar na loja no shopping, nao era trabalho, era estudo, ele iria me pagar para eu estudar, quer coisa melhor?:)
No meu primeiro dia es estava um tanto timida, e ate nao entendia algumas perguntas que os clientes faziam, porem me dedicava ao maximo, pedia para me explicarem melhor, e o Steve, dono na loja, tinha muita paciencia comigo, corrigia meu ingles quando falava errado. Com o tempo comecei a gostar de estar la, conversar com as pessoas. Como sou uma pessoa de marketing e vendas, logo comecei a vender mais doque qualquer outra vendedora, os clientes me chamavam pelo meu nome, entao o Steve me pediu para trabalhar todos os dias da semana, e cada vez me dava mais horas para trabalhar dentro do schedule, ficando mais tempo dentro da loja, passei a me dedicar nao somente a aprender a lingua, pois ja estava falando feito um papagaio, passei a observar oque a loja mais vendia, oque ficava encalhado, passei a fazer inventario, coisa que eles nao faziam antes. Eh incrivel como os americanos sao desorganizados, lentos com o trabalho, em um dia de trabalho eles mais conversam e comem doque trabalham, coisa um tanto diferente em nos brasileiros, nos somos trabalhadores arduos, criativos, envolvidos com resultado, vantagem nossa!!
Enfim, quando me dei conta ja estava gerenciando a loja, selecionando e treinando funcionarios(americanos), escolhendo mercadorias para loja, indo duas vezes ao mes a New York para escolher produtos, fazendo schedule do pessoal, organizando, decorando, e recebendo U$10,00/hora. Isso foi realmente a melhor coisa que poderia me acontecer, quando fui para os EUA, nao tinha a menor ideia do que iria fazer la, alem de acompanhar meu marido e estudar, e la estava eu, trabalhando as vezes 8h, as vezes 12h por dia e recebendo U$ 10,00/hora + bonus de vendas, na epoca do Natal cheguei a ganhar U$1.500 dollares em uma semana. Eu estava super feliz, pois nao precisava gastar nem um centavo doque ganhava, meu marido pagava minhas aulas,e tambem nossas viagens, quando tinhamos tempo, alias conheci muuuita coisa linda nesse pais. A empresa dele pagava nosso aluguel, carro, cable, eletricidade, tudo. Consegui mandar dinheiro para minha mae, comprei um computador de ultima geracao para meu irmao, assim podiamos falar on-line via internet, com imagem e tudo, isso ajudou muito a amenizar a saudade. No Natal eu assisti toda a festa na casa da minha mae, vi todos abrirem os presentes que eu tinha enviado, participei online da festa. No ano novo vi todos os fogos de artificios na praia, ao vivo, meu irmao mostrou tudo em primeira mao, foi muito legal. Tambem ajudei minha prima a fazer uma cirurgia de reducao de mama, pois ela ja estava com serios problemas na coluna. Tambem no Natal comprei via internet no Amelia.com, muitas cestas basicas que meu irmao entregou no Centro Espirita, onde costuma frequentar quando estava no Brasil, eles tem um trabalho muito bonito. Consegui ajudar muita gente, dar presente para todo mundo e ainda guardar mais de U$10.000 dollares.

Mas como tudo que eh bom dura pouco, finalizou o trabalho de meu marido nos EUA e em janeiro/2002 mudamos para Finlandia, outra nova jornada.

Aguardem a parte 3 onde falarei sobre a saudade dos EUA, a diferenca do povo finlandes, e nossas proximas dificuldades, porque nem tudo sao flores, ne?:)
Beijos a todos
Maura
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Mora em Beverly/MA
periodo 2001/2002
pais outro