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#85406 - 10/31/09 02:59 PM Região de Sintra, uma visão pessoal *****
Loxinha Offline
04 - Aprendiz
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Registrado: 08/03/04
Posts: 305
Loc: Houston, TX (USA)
Sintra, Portugal - Maio de 2009

Artigo com fotos: http://moncores.spaces.live.com
Somente fotos: http://www.flickr.com/photos/moncores/sets/72157622521651509/

Mais uma vez de volta a Portugal. Como já conhecia Lisboa e a cidade do Porto, decidi gastar uns dias fazendo uma road trip pela região de Sintra. Aluguei um carro, escolhi como base um hotel bem baratinho em Lisboa e comecei meu passeio rumando cedo para Cascais, uma vila de menos de 34 mil habitantes a alguns minutos de Lisboa e colada com o mar. Passear em meio às duas marinas é a melhor maneira de conhecer esse centro turístico, conhecido no passado pela importância militar (defesa, até o século XIX) e comercial (navegação). A Marina de Cascais, um conhecido ponto de partida de eventos internacionais da vela, pela manhã, parece um sonho de menino, cheio de barcos e lanchas prontos para navegar. Vez por outra aparecem golfinhos nadando tranqüilos entre as embarcações, segundo os pescadores de fim-de-semana com quem falei. O forte construído em pedra junto à marina chama a atenção pela altura das muralhas que envolvem o parque Marechal Carmona. O Casino de Estoril, famoso pelos seus espetáculos e pela celebração de reveillons, fica bem próximo de Cascais.

Em seguida, dirigi-me a um local próximo da vila chamado Boca do Inferno, um conjunto de rochas carbonatadas (seja lá o que for isso) de formato de arco que, em época de ressaca, geram um esporro do cão todas as vezes que as ondas batem. No passado (geologicamente falando: milhares de anos atrás) provavelmente era uma gruta que desmoronou devido à ação impiedosa do mar. Por ser um lugar atraente e perigoso, volta e meio existem pessoas escolhendo a falésia como palco para se matar. Veja o trecho de uma carta do inglês Aleister Crowley para sua amada, antes de um suposto suicídio no local: "Não posso viver sem ti. A outra “Boca do Infierno” apanhar-me-á – não será tão quente como a tua." Por conta da atração que a Boca do Inferno tem por esse tipo de atividade pouco ortodoxa, os portugueses estão pensando em organizar aqui o primeiro campeonato mundial de suicídio ornamental (embora seja difícil para o campeão tentar o bi...)

Ao lado da entrada para a Boca do Inferno fica um dos mais tradicionais (30 anos no mercado) e melhores restaurantes de frutos do mar de Portugal: o Restaurante Mar do Inferno. O segredo está na oferta de peixes, crustáceos, mariscos e outras delícias frescas. A entrada da cozinha parece uma peixaria e você pode escolher ali o que vai comer. A esplanada tem uma vista muito legal da Boca do Inferno e do litoral de Cascais, mas fica cheio muito rápido, principalmente no horário que o sol se põe. O sabor do resultado final dos pratos é bem superior que a média de restaurantes desse tipo, justamente porque os ingredientes são frescos. Eu encarei um delicioso linguado grelhado com batatas.

Mas adiante, descendo a rodovia costeira, encontra-se uma das praias mais famosas da região e a favorita do Guga: a Praia do Guincho. São centenas de metros de areias brancas e algumas dunas, grande ponto para surfe, body boarding, kitesurf e windsurf de Portugal devido as altas ondas e forte vento, o que torna um local um desafio para praticantes. As violentas correntezas a uma certa distância da praia impedem que o local seja lá muito propício para um banho inocente de mar (exceto em algumas épocas do ano) e o vento, que não dá trégua, também pode ser um pouco chato, especialmente se você não gosta de correr atrás da barraca de praia. O Guincho conta com uma boa infra-estrutura para os visitantes, como banheiros, bebedouros e espaçosos estacionamentos, tudo gratuito. À noite a vida noturna é intensa, pois a orla é plena de bares e restaurantes, dentre os mais badalados do litoral de Portugal.

Seguindo o litoral rumo ao Norte, saí da estrada principal rumo ao Cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu: Latitude, 38º47’ Norte; Longitude, 9º30’ Oeste. Trata-se de um conjunto de penhascos impressionantes por sua beleza e um tanto assustadores pela profundidade – 140 metros – acima do nível do mar. Desaconselhável para os que têm medo de altura. Aqui nestas paragens cresce uma das flores mais raras do mundo, a Armeria Pseudarmeria. O famoso poeta caolho português, Luis de Camões, escreveu em sua obra prima, Os Lusíadas, que o Cabo da Roca era o local “onde a terra se acaba e o mar começa”. Como cheguei bem cedinho, consegui pular a cerca de segurança que circunda o mirante sem ser incomodado e tirar umas fotos espetaculares. Pensando bem, não faria de novo. Puro impulso irracional. Não me admira que a essa visão espetacular do Atlântico – a última fronteira – tenha catapultado tanta gente em busca do desconhecido. Sentimento perfeitamente explicado no poema de Fernando Pessoa, Navegar é preciso. Viver não é preciso, que inspirou o título desse blog.

Retomei a estrada e rumei para uma praia muito freqüentada pelos locais, a Praia da Adraga, uma pequena faixa de areia fofas de 400 metros e mar bravio, circundada por rochas de formatos curiosos, uma delas parecendo uma caverna. Diz a lenda que tritões (criaturas meio homem, mei peixe) de Atlântida vez por outra aparecem nessa praia com o propósito de fecundar virgens incautas, distraindo-as com suas canções. Hmm, não vi nenhuma pegação enquanto estive lá. Talvez porque encontrar virgens hoje em dia é uma tarefa que beira o impossível, mesmo para um semi-deus. Chegar até a praia é uma aventura, já que a estrada morro abaixo é bastante sinuosa e, bem próximo ao destino, só dá para passar um carro de cada vez. O estacionamento para a praia é minúsculo, ou seja, uma verdadeira loteria encontrar uma vaga por aqui. De fato, esse destino turístico deve ser um inferno na alta temporada...

Saindo do litoral subi a Serra de Sintra, rumo ao mosteiro de São Saturnino e a Capela de Nossa Senhora da Penha, mas conhecido como Santuário da Peninha. A caepla fica no topo de um monte agreste e em meio aos rochedos, a 491 metros acima do nível do mar, o que proporciona um impressionante panorama tipo ninho de águia de algumas praias da região de Cascais e Sintra, além do Cabo da Roca e seu farol. O contraste entre a paisagem esplendorosa e a simplicidade da capela feita de pedras só aumenta o sentimento glorioso de estar diante de tamanha vastidão. Todo o clima de isolamento foi quebrado quando circundei a capela e escutei uns ruídos estranhos – um casal transando em um cantinho. Prestando atenção sem me revelar, escutei o cara perguntando à menina: “Ô Maria estás a gozar?”. E ela respondeu: “Não, Manoel, estou levando a sério...”

Seguindo uma estrada sinuosa em meio ao Parque Nacional de Sintra, encontrei o remoto Convento dos Capuchos da Serra de Sintra. Ele foi construído por D. Álvaro de Castro em 1560, cumrprindo um voto de seu pai e vice-rei da índia, D. João de Castro, que uma vez perdido em meio a floresta durante uma caçada, recebeu uma visita da Virgem Maria dizendo que ele deveria construir um local santificado ali. Vivendo uma vida sem qualquer luxo, muita auto penitência e sob uma disciplina espartana, diversas comunidades de frades franciscanos curtiram a sua religiosidade em meios a construções feitas de pedra, onde o conceito de pobreza foi levado ao limite. Muitos dos quartos (chamados "celas") pareciam alojamentos Klingon. Não há qualquer decoração ou um mínimo de conforto. Todas as portas são pequenas em altura, de modo a fazer com que os fiéis se curvassem ao entrar (uma lição de humildade, eu suponho...). A arquitetura singela e minimalista está refletida em tudo, mesmo no mini-refeitório e na igrejinha, cujo teto tem formato de abóbada feita da própria rocha, junto com o altar em mármore. O claustro como um todo justifica plenamente o radical emprestado para a palavra claustrofobia. Todos os compartimentos são apertados, frios, pé direito baixo, enfim angustiantes. Se estivesse tocando Damien Rice durante a visita eu me matava, tamanha a depressão inerente ao lugar. Não me admira que muitos jovens franciscanos tenha fugido do local por não segurarem a barra.

Finalmente cheguei ao coração de minha road trip: a vila de Sintra que tem uma população de apenas 20 mil almas, mais que quase dobra a cada temporada dada a quantidade de turistas de todo o mundo circulando. Tudo começou aqui com um templo dedicado à lua, erguido pelos Celtas em 308 A.C. Na língua deles, a Lua chamava-se “Cynthia”. Mas tarde os árabes dominaram a região, mas não sabiam pronunciar alguns fonemas da palavra e terminaram usando os nomes “Chintra”. Daí para Sintra foi um pulo. Graças aos anos de ocupação romana, influência árabe, espanhola e por sua identidade portuguesa, Sintra é única em sua oferta de belíssimos palácios, conventos, hortos, bosques, parques, tudo em meio à serra. Por conta de sua beleza ímpar, Sintra foi freqüentemente escolhida pela aristocracia de várias gerações para aqui instalarem seus palácios e mansões, dentro de suas respectivas quintas (um quinto de todo terreno pertencia à coroa portuguesa, daí o nome). A região foi classificada como patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO em 1995.

Infelizmente, em 1348 a região de Sintra foi um dos palcos de uma das maiores catástrofe já experimentadas pela humanidade: a Peste Negra, que no século XIV eliminou um quarto da população européia. A maioria dos historiadores e cientistas atuais acredita na teroria de em uma grande pandemia de peste bubônica, transmitida por uma bactéria que vivia nas pulgas que infestavam ratazanas negras. Pessoas morriam em quantidade tão grande, que não dava tempo para enterrá-las individualmente. Uma vez infectada, a vítima morria entre 2 e 6 meses, uma morte lenta e dolorosa, plena de dores de cabeça, náusea e vômito, que deixava o corpo deformado devido a imensas pústulas que cobriam a pele. Pus e sangue vazavam delas até que se tornavam negras devido à gangrena localizada, daí o nome da peste. Não vai comer mais nada hoje, né? Sorry about that. Condições sociais e econômicas da Europa período 1348-50 - guerra, fome e clima - definitivamente ajudaram a alastrar a peste. A grande vilã era a má nutrição, que deixava o organismo demasiadamente fraco para lutar contra tão formidável inimigo. Se a Peste de fato é um dos quatro cavaleiros do Apocalipse, não quero conhecer os outros três... Outra ironia da época aconteceu quando da perseguição e matança de gatos nos primeiros anos da praga: os bichanos eram associados à bruxaria e ao mau agouro. Mal sabiam os Europeus que exterminavam os maiores predadores potenciais das ratazanas...

Voltemos ao turismo em Sintra. A primeira grande atração fica isolada no cume de uma das montanhas da vila, o Castelo dos Mouros, também conhecido como Castelo de Sintra. O castelo em si não existe mais, cortesia do grande terremoto de 1755 e do abandono. Permanecem somente as sensacionais muralhas de rocha construídas pelos árabes no século VIII, imponentes como uma coroa de pedras que se ergue da floresta. Uma verdadeira miniatura da muralha da China. À luz do entardecer, nem fotos, nem mesmo mil palavras poderiam descrever esse incrível cenário. O complexo também impressiona pela sua localização estratégica, tipo visão 360 graus de longo alcance de um thundercat até o mar. O clima medieval é tão onipresente, que se eu tivesse 12 anos e todos meus amigos dos anos oitenta comigo, seria o melhor lugar para brincar de todos os tempos. O clímax do passeio é chegar na Torre Real, a mais alta de todas, depois de vencer uma escadaria de 500 degraus. De fato quando estava no topo da muralha, cheguei a enxergar dois ou três dezenas de Orcs se preparando para invadir o castelo. Daí eu puxei meu sabre de luz e gritei: “FREEEDOOOOOOM”. Ok, ok, prometo largar a maconha...

Em seguida, dirigi-me a outro cartão postal de Sintra. Situado à 500 metros de altitude, o Palácio da Pena foi construído por iniciativa do rei D. Fernando II, a partir dos restos de um mosteiro Jerônimo do século XVI, destruído durante o grande terremoto de 1755. Esse castelo “romântico” que mais parece saído de um conto de fadas, fica no topo de uma das montanhas da serra de Sintra e se destaca na paisagem por diversas razões, entre elas por se encontrar totalmente incrustado em rochedos no meio de uma grande mata, por sua arquitetura exótica (uma mistureba de estilos neo-gótico, neo-islâmico, neo-renascentista e neo-manuelino) e pela variedade de cores extravagantes, pouco usuais para uma obra dessa categoria. Assombra qualquer um pelo estilo e pelo interior, que o transformam num estupendo museu de artes decorativas. O palácio foi erguido em louvor à Nossa Senhora da Pena, daí seu nome. Há apenas uma edificação parecida no mundo, o castelo de Neuschwanstein na Baviera, terra natal do rei Fernando.

Um dos lugares mais bacanas para comer em Sintra segundo locais é o restaurante Tacho Real, uma pequena jóia entre as ruelas inclinadas da vila. O restaurante é relativamente novo - inaugurado em 1986 - mas já conta por vários prêmios ela cozinha portuguesa de qualidade. O grande barato aqui é conseguir uma das oucas mesas que ficam do lado de fora, para completar a experiência. Eu devorei um prato de bacalhau à Gomes de Sá com doses generosas de cebola. A canto saiu meio salgada, mas valeu cada Euro.

À volta do palácio encontra-se o verdejante e fulgente Parque da Pena, que muitos especialistas europeus consideram um “museu botânico”, da a quantidade de espécies que só vivem aqui. De dois quilômetros quadrados, abrange uma flora exótica, bela e, por vezes, bem esquisita, como a Tuia Gigante (Western Red Cedar), com galhos e raízes curvas, como que brotando do chão. Todos os caminhos em meio ao bosque são plenos de pontes, pequenos lagos, fontes, bancos de jardim e mini-grutas. Se tiver disposição, o passeio pode se estender até a Cruz Alta, no ponto mais alto do parque e de Sintra, a 527 metros acima do nível do mar. O tamanho da cruz desaponta, depois de tanto sofrimento subindo ladeira acima a pé, mas o visual panorâmico dali de cima não, especialmente por conta do Oceano Atlântico como pano de fundo.

As famílias reais portuguesas utilizavam o castelo como residência de verão até muito recentemente, em 1908, quando o regicídio de Dom Carlos e do seu filho, príncipe real Luis Felipe, praticamente encerrou a monarquia em Portugal. Ambos foram mortos a bordo da carruagem real em uma rua de Lisboa a tiros de carabina, na frente da rainha consorte Amélia de Orleans, que enfrentou o assassino com um ramo de flores, de pé, gritando: “Infames! Infames!”. Só não morreu também porque o assassino foi abatido logo após o segundo tiro no seu filho. Seus dias de desgosto pós-atentado foram gastos no Palácio da Pena, até a revolução de Outubro de 1910, quando teve que se exilar.

Bem no coração da vila se encontra o Palácio Nacional de Sintra, ou Palácio da Vila, construído no século XV como a residência de um governador árabe, e mais tarde adaptado ao estilo medieval-gótico-romântico por Dom João I. Posteriormente o complexo foi ampliado e melhorado por Dom Manuel I e considerado a residência oficial de todas as famílias reais portuguesas (e suas respectivas cortes) durante as férias de verão. Faz sentido a escolha, já que Lisboa é um inferno nessa época e Sintra chega a ser vinte graus mais fria por conta da altitude e do vento. A marca registrada do palácio são as duas colossais chaminés cônicas que saem de sua imensa cozinha. A galera real provavelmente comia como glutões! Ao passear pelos pátios, escadas, corredores e galerias, o visitante vislumbra um interior que remete à decoração usada pelos ultra-ricos dos séculos XVI-XVIII, incluindo porcelanas chinesas, espelhos, tapetes persas ricamente decorados, espelhos, castiçais e as famosas peças artísticas feitas de azulejos hispanos-mouriscos que decoram alguns aposentos, uma das marcas registradas de Portugal.

Outro castelo que visitei em Sintra foi o Palácio da Regaleira e seu jardim, a Quinta da Regaleira. Ele foi construído por um italiano antes de 1697 (não se tem documentação adequada antes desse período) em arquitetura romântica, gótica e renascentista. Uma das atrações do castelo é à descida ao poço iniciático dos maçons, em forma de uma escadaria em espiral, tendo ao fundo uma estrela de oito pontas. A Quinta da Regaleira hospedou por décadas a Maçonaria e os templários Rosa-Cruz. Práticas de alquimia aconteciam com frequencia em seus porões. Não, maçom não é um monte de macarrão. Tampouco maçons comem criancinhas. Trata-se de uma irmandade que cultua o humanismo, acredita na imortalidade da alma, prega a fraternidade, defende a igualdade e pratica filosofia. Nada de planos para dominar o mundo e escravizar sua população. Só não posso contar tudo que vi dentro do Palácio da Regaleira porque tenho medo de morrer...

O último castelo que visitei em Sintra foi o Palácio de Monserrate, localizado em um lindo parque de mesmo nome. Construído em 1858 pelo arquiteto inglês James Knowles (nenhum parentesco com a cantora Beyonce), o palácio mouro rodeado por um gramado sem fim, lembra demais um cenário das Mil e Uma Noites, só faltando Sherazade contando as suas histórias. O parque parece outro jardim botânico contendo mais de 2,500 espécies foram importadas pelo inglês. Uma coisas mais legais do parque é uma capela medieval em ruínas totalmente envolvida por uma gigantesca árvore Ficus indiana.

Já discutida em outras entradas do meu blog, a gastronomia Portuguesa é assombrosa, tamanho número de quitutes de revirar os olhos. A região de Sintra, por sua vez, conta com suas próprias delícias. Entre as mais famosas especialidades gastronômicas estão: o cabrito assado; vitela à sintrense, assada no forno depois de temperada com cravo, cebola, louro, alho e vinho branco; açorda de bacalhau, quase um suflê, cujo segredo está na mistura perfeita de fatias finas de pão, cebola, bacalhau desfiado e ovos; o leitão assado de negrais; a carne de porco às mercês, frita em cubinhos depois de temperada com limão, alho, louro e salsa; pasteis regionais chamados "travesseiros", massa folhada polvilhada com açúcar e enrolada em um recheio de doce de ovos e castanhas, que deve ser saboreado quentinho. Porém nada se compara às legendárias queijadas de Sintra – uma combinação mágica de queijo, gema de ovo, coco ralado e canela, vendidas em pacotes cilíndricos que mais parecem aquelas velhas embalagens de serpentinas. Eu perdi a conta da quantidade de queijadinhas que eu comi... Impossível comer uma só!

Descendo em direção ao litoral, buscava um pôr-do-sol para fechar um dos meus dias com chave de ouro. A aldeia de Azenhas do Mar cumpriu a tarefa com nota máxima! Um dos lugares mais pitorescos que já visitei. Todas as casinhas brancas parecem amontoadas, construídas em uma encosta de dezenas de metros de altura que acaba bruscamente no mar. No sopé da barreira de pedra, uma piscina oceânica natural escavada nas rochas, que propicia um espetáculo à parte quando as ondas batem. Com tudo isso os 800 habitantes devem se sentir uns privilegiados. Tirar as fotos dessa maravilha também foi um desafio perigoso, já que o mirante adjacente, situado na beira de um precipício, estava interditado por conta de desmoronamentos constantes e imprevisíveis, segundo os locais. Esse destemido blogueiro ignorou os avisos e – cagando nas calças, subiu no mirante inclinado, cheio de rachaduras, para tirar algumas fotos inesquecíveis.

É isso.

Veja aqui as mais de de 400 fotos em alta resolução da região de Sintra. Não necessita fazer nada, basta clicar no link abaixo:
http://www.flickr.com/photos/moncores/sets/72157622521651509/

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#85443 - 11/03/09 10:36 AM Re: Região de Sintra, uma visão pessoal [Re: Loxinha]
Elton Global Moderator Offline
Yep!. I don't have life.
17 - Tio Sam
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Registrado: 10/22/02
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Loc: California, USA, Terra (3.plan...
loxinha, voce ja pensou em ser escritor?
voce escreve muito bem mesmo.
nos aqui do forum te agradecemos por postar regularmente aqui.
He sempre um prazer ler tuas cronicas! smile
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Não sou advogado nem ofereço conselhos legais. Se usar o que eu escrever para tomar decisões que afetem sua vida é por sua conta e risco.

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#85462 - 11/03/09 09:38 PM Re: Região de Sintra, uma visão pessoal [Re: Elton]
Loxinha Offline
04 - Aprendiz
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Registrado: 08/03/04
Posts: 305
Loc: Houston, TX (USA)
Thanks!

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